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Um pai ou mãe ajoelhado à porta da creche abraça uma criança pequena para se despedir, enquanto uma educadora sorridente estende a mão ao fundo
7 min de leitura 24/09/2026
Ansiedade de separaçãoArtigo

Compreender emoções fortalece o vínculo

Ansiedade de separação: chora quando saio (dos 8 meses aos 6 anos)

Agarra-se a si à porta da creche e chora mal sai da sala? Porque surge a ansiedade de separação, quando passa, uma despedida curta que resulta e quando falar com o médico de família.

7 min de leitura Publicado: 24/09/2026

Informação geral: Informação geral que pode variar de criança para criança. Antes de decidir, fale com o seu médico ou com um profissional.

Em resumo

  • A ansiedade de separação costuma tornar-se evidente por volta dos 9 meses e é um sinal normal de uma vinculação segura.
  • Em geral diminui depois dos 2 anos, mas pode voltar com mudanças como a entrada na creche ou no jardim de infância.
  • Uma despedida curta, igual todos os dias, e um momento de regresso concreto são o que mais ajuda.
  • Sair às escondidas ou voltar quando chora prolonga a despedida.

Equipa editorial LumiyaBaseado em 4 fontesOs nossos princípios editoriais

Agarra-se à sua perna à porta da creche a gritar «Não vás!», ou segue-o mal sai da sala? Desde bebés até à idade pré-escolar, muitas crianças choram quando o pai ou a mãe se afasta.

Esta ansiedade de separação faz quase sempre parte do desenvolvimento normal e passa com o tempo; o que mais ajuda é uma despedida curta e igual todos os dias, um momento de regresso concreto e pequenas separações de treino em casa.

Porque é que o meu filho não me deixa sair?

Por volta dos 8 a 9 meses, o bebé começa a perceber que é uma pessoa distinta, que continua a existir mesmo quando não o vê. Mas ainda não consegue prever quando vai voltar. Por isso um bebé de 10 meses pode chorar mesmo que vá apenas à cozinha.

Na mesma altura surge muitas vezes o receio de caras desconhecidas. A Ordem dos Psicólogos Portugueses lembra que cada bebé tem o seu temperamento: uns ajustam-se facilmente a mudanças e transições, outros tendem a resistir.

O choro é, portanto, sinal de uma vinculação segura, não uma birra nem um mau hábito.

A Ciência por Trás

A ansiedade de separação começa com a capacidade de perceber que uma coisa continua a existir mesmo quando não se vê. O seu filho sabe que existe, mas ainda não sabe medir o tempo; a chorar, tenta mantê-lo por perto. Sempre que sai e volta, o cérebro aprende «a mãe sai, mas regressa», e o choro encurta.

Fonte oficial
Promover o equilíbrio entre a necessidade de autonomia e a continuidade da proteção do bebé.
Direção-Geral da SaúdePrograma Nacional de Saúde Infantil e Juvenil

Em que idade começa e quando termina?

Segundo a Academia Americana de Pediatria (AAP), alguns bebés mostram-na logo aos 4 ou 5 meses, mas a maioria vive-a de forma mais clara por volta dos 9 meses. Outras crianças só começam a ter dificuldades aos 15 ou 18 meses.

Em geral diminui depois dos 2 anos. Mas a entrada na creche ou no jardim de infância, uma mudança de casa ou um irmão podem reacendê-la, mesmo numa criança de 4 anos.

A ansiedade de separação por idades

  1. Início precoce

    Alguns bebés inquietam-se por pouco tempo quando um dos pais sai do seu campo de visão.

  2. Torna-se evidente

    Na maioria surge por volta dos 9 meses; muitas vezes junta-se o medo de estranhos.

  3. Primeiros passos

    Com a autonomia a crescer, as despedidas ficam mais ruidosas e com mais lágrimas.

  4. Abranda

    Começa a perceber que vai voltar; para muitos torna-se mais fácil.

  5. Novos começos

    Creche, jardim de infância, mudança de casa ou um irmão podem trazê-la de volta por algum tempo.

Como preparo o meu filho para as separações?

A preparação começa muito antes da despedida. Começar com separações curtas em casa e prolongá-las aos poucos dá-lhe a experiência de que sai e volta sempre.

Preparar as separações: 5 passos

  1. Jogos de separação em casa

    Brinquem ao cucu, depois passe para a divisão ao lado sem deixar de falar: «Estou na cozinha, já venho!»

  2. Conhecer juntos o novo espaço

    Fique com ele nos primeiros dias de adaptação e depois encurte um pouco a sua presença todos os dias.

  3. Não se despedir com fome ou sono

    Segundo a AAP, as separações são mais difíceis quando a criança tem fome, está cansada ou doente. Se puder, despeça-se depois da sesta ou da refeição.

  4. Um regresso concreto

    Em vez das horas, use algo que conheça: «Venho buscar-te depois da sesta.»

  5. Um objeto de casa

    O boneco preferido ou uma mantinha pode ir com ele; o cheiro de casa dá segurança.

Despedida em quatro passos à porta da creche: o pai ou a mãe abraça a criança, dá-lhe três beijinhos, acena, e a educadora segura a mão da criança; um sol e uma lua indicam o momento do regresso
Um ritual de despedida curto: todos os dias o mesmo abraço, os mesmos beijinhos e o mesmo aceno, com um regresso concreto.Lumiya

O que fazer no momento da despedida?

A AAP recomenda rituais de despedida rápidos, iguais todos os dias. Seja coerente e não volte à sala porque a criança lhe suplica.

Curta, carinhosa e previsível: um abraço, três beijinhos, um aceno. Depois, saia mesmo. Dar nome ao que sente fá-lo sentir-se compreendido: «Vejo que te custa despedir. Venho buscar-te depois da sesta.»

Evite Em vez disso
Sair às escondidas quando não está a olhar Despedir-se de forma curta e clara: «Vou agora, volto à tarde.»
Voltar quando chora e prolongar a despedida Terminar o ritual, sair e pedir notícias mais tarde à educadora
Ameaçar: «Se chorares, deixo-te aqui» Dar nome ao que sente: «Sei que vais ter saudades. Eu também.»
Prometer de forma vaga: «Já volto» Dar um momento concreto: «Volto depois do almoço.»
Deixar transparecer a sua própria preocupação Voz calma e um sorriso confiante

Entidades de outros países aconselham quase o mesmo: despedidas curtas, coerência e tempo.

País e entidade Recomendação principal
Portugal — Direção-Geral da Saúde Incluir a independência e a ansiedade de separação nos cuidados antecipatórios das consultas de saúde infantil, equilibrando autonomia e proteção
Estados Unidos — Academia Americana de Pediatria Rituais de despedida rápidos; não voltar por causa das súplicas nem cancelar planos por causa da ansiedade de separação
Países Baixos — Nederlands Jeugdinstituut Despedir-se de forma curta e clara ao deixar a criança na creche, com a ama ou com um familiar

Em números, segundo a AAP: o início mais comum é por volta dos 9 meses, alguns bebés mostram-na aos 4-5 meses e outras crianças só aos 15-18 meses.

O que ajuda depois da separação?

O reencontro também faz parte da despedida. Quando o for buscar, guarde o telemóvel e dê-lhe alguns minutos de atenção total; assim reforça-se a experiência «veio quando disse».

Pergunte pelo dia sem o transformar num interrogatório. Uma manhã de choro não é motivo de castigo; preparar juntos a despedida de amanhã torna-o parte da solução: «Amanhã damos três beijinhos à porta, ou cinco?»

Máscara de Oxigênio

Custa sair enquanto chora, e sentir culpa é perfeitamente natural. Não precisa de esconder a sua preocupação, mas tente não a levar para a despedida; uma respiração funda, um adeus curto e dizer a si mesma «Está em segurança, e eu vou voltar» acalmam os dois.

Encontra mais artigos na secção ansiedade de separação e conselhos por idade nas páginas 1-3 anos e 3-6 anos.

Quando procurar o médico

A ansiedade de separação normal não precisa de tratamento e passa com o tempo. Esta tabela ajuda a distinguir o habitual do que merece uma opinião.

Atenção — peça opiniãoHabitual
Não acalmar durante horas em cada separação, cada vez pior com as semanasChorar uns minutos na despedida e depois brincar
Recusar a escola todos os dias depois dos 6 anosAlgumas semanas difíceis no início da creche
Dores de barriga, de cabeça ou náuseas frequentes antes de se separarAcordar de noite e chamar por si
Medo frequente de que lhe aconteça algo de mal, a si ou a ele; sono ou apetite alteradosUm regresso passageiro depois de uma doença, uma mudança ou um irmão

Se estes sinais duram há várias semanas e dificultam o dia a dia, fale com o médico de família ou o pediatra do centro de saúde. O SNS 24 (808 24 24 24) também dá aconselhamento, e o psicólogo escolar pode ajudar quando já está na escola.

O que dizem as entidades oficiais

A Direção-Geral da Saúde inclui a independência e a ansiedade de separação entre os temas a abordar nas consultas de vigilância de saúde infantil, promovendo o equilíbrio entre autonomia e proteção. Em caso de emergência, ligue 112.

Informação geral: Este conteúdo apresenta informação geral baseada em fontes especializadas. Cada criança, cada família e cada situação são diferentes, pelo que o que aqui se descreve pode variar de pessoa para pessoa. Antes de tomar decisões sobre o seu filho, fale com o seu médico ou com um profissional qualificado.

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Perguntas Frequentes

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Nota editorial

Este artigo dá informação geral; o temperamento e o tempo de adaptação variam de criança para criança. Se a ansiedade se mantém ou perturba o dia a dia, fale com o médico de família ou o pediatra do centro de saúde.

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