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Como tirar a chupeta, chuchar no dedo e roer as unhas (1–9 anos)
Guia prático e sem castigos para ajudar crianças entre 1 e 9 anos a deixar a chupeta, abandonar o hábito de chuchar no dedo e reduzir a onicofagia protegendo a dentição.


Publicado: 06/11/2026 · Revisão por um especialista: 06/11/2026
Em resumo
- Usar chupeta, chuchar no dedo e roer as unhas são formas de autorregulação e não birra.
- Retirar a chupeta de repente de um dia para o outro pode levar a criança a chuchar no polegar.
- Castigos, troça ou vernizes amargos impostos aumentam a ansiedade e reforçam o hábito.
- Abandonar a sucção antes de nascerem os incisivos definitivos por volta dos 5–6 anos protege o palato.
Informação geral: Informação geral que pode variar de criança para criança. Antes de decidir, fale com o seu médico ou com um profissional.
Tirar a chupeta, chuchar no dedo e roer as unhas em crianças de 1 a 9 anos não são sinais de teimosia, mas formas naturais de autorregulação emocional. A maioria das crianças deixa a chupeta ou o polegar por volta dos 3 a 4 anos. Apoiar esta transição sem castigos antes dos 5 a 6 anos protege a dentição definitiva.
Como evoluem a chupeta, o chuchar no dedo e o roer as unhas dos 1 aos 9 anos
A necessidade de acalmar a tensão através da boca muda de forma à medida que a criança cresce.
Enquanto nos primeiros anos a chupeta ou o polegar ajudam a adormecer, no pré-escolar e no primeiro ciclo o nervosismo ou o tédio manifestam-se mais vezes no hábito de roer as unhas (onicofagia). No nosso guia sobre emoções e comportamento mostramos como compreender o que está por trás destes gestos.
As orientações públicas de saúde infantil em Portugal destacam que o acompanhamento precoce da boca e dos dentes de leite previne alterações na oclusão e ajuda as famílias a substituir hábitos de sucção prolongados de forma tranquila.
Prevenção e saúde oral desde os primeiros anos
A importância da saúde oral (saúde da boca e dentes) começa no início da vida das crianças para reduzir o aparecimento de doenças orais em idade pediátrica.
A tabela seguinte resume o que é esperado em cada faixa etária entre 1 e 9 anos e qual deve ser o foco principal dos pais:
| Faixa etária | Uso da chupeta | Chuchar no dedo | Roer as unhas (onicofagia) | Passo principal para os pais |
|---|---|---|---|---|
| 1–3 anos | Reduzir durante o dia após o primeiro ano e retirar gradualmente entre os 2 e 3 anos. | Comum no cansaço e ao adormecer; distrair de dia com jogos de mãos. | Pouco frequente; manter as unhas lisas para não prenderem. | Limitar a chupeta à cama e evitar retiradas abruptas de um dia para o outro. |
| 3–6 anos | Deve ter terminado para prevenir palato estreito e mordida aberta. | Costuma diminuir até aos 3–4 anos; elogiar os progressos após os 4 anos. | Começa muitas vezes entre os 3 e 6 anos em frente a ecrãs ou na espera. | Observar os momentos desencadeantes e ocupar as duas mãos com brincadeira. |
| 6–9 anos | Não esperado; pedir avaliação ao médico dentista se ainda se mantiver. | Importante parar até aos 5–6 anos quando nascem os incisivos definitivos. | Agrava-se nos trabalhos de casa, na concentração ou perante o stress escolar. | Cuidar das unhas em conjunto e combinar um sinal discreto sem ralhar. |
Tirar a chupeta entre 1 e 3 anos: como evitar que passe para o polegar
Deixar a chupeta é mais simples do que abandonar o hábito de chuchar no dedo, porque os pais conseguem guardá-la. Contudo, escondê-la de repente numa criança de 1 a 3 anos pode levá-la a chuchar no polegar:
- Reservar a chupeta apenas para a cama e para o sono: De dia guarde a chupeta numa caixa dizendo «A chupeta fica a descansar na cama enquanto brincamos», sem correntes na roupa e sem mel ou açúcar.
- Escolher uma semana calma e sem mudanças na família: Não inicie o desmame durante a entrada na creche, o nascimento de um irmão, uma mudança de casa ou doença.
- Criar novos rituais de conforto antes de adormecer: Introduza uma história lida em voz suave, festas nas costas e um boneco macio para abraçar com as duas mãos.
- Despedir-se em conjunto e manter a calma com afeto: Entre os 2 e os 3 anos envolva a criança numa despedida simples da chupeta e acompanhe as primeiras noites sem chupetas de reserva.

Chuchar no dedo entre 3 e 6 anos: o que fazer de dia e à noite
Como o polegar está sempre disponível, na etapa dos 3 aos 6 anos o primeiro passo é reparar em que momentos o dedo vai à boca. Muitas crianças chucham no dedo enquanto veem televisão, ouvem uma história, viajam de carro ou se despedem de manhã no jardim de infância.
Durante o dia, em vez de repetir «Tira o dedo da boca», convide a criança para uma atividade que ocupe as duas mãos ao mesmo tempo. Moldar plasticina, encaixar blocos ou segurar o livro de histórias liberta o polegar sem gerar conflito.
Se reparar que o seu filho chucha mais no dedo na hora da despedida na escola ou quando sai da sala, ajudar a gerir a saudade reduz logo essa necessidade:
Roer as unhas (onicofagia) dos 3 aos 9 anos: gatilhos e mãos ocupadas
O hábito de roer as unhas ou puxar as peles à volta dos dedos surge muitas vezes entre os 3 e os 6 anos e torna-se mais visível na fase dos 6 aos 9 anos. Na maioria das vezes, a criança fá-lo sem dar por isso enquanto está concentrada nos trabalhos escolares, aborrecida ou ansiosa por não falhar.
Comece pelo cuidado regular das mãos: corte as unhas curtas e passe uma lima macia nas pontas ásperas. Uma pequena lasca na unha ou um espigão basta para levar a criança a tentar arrancá-lo com os dentes.
Com crianças dos 6 aos 9 anos resulta muito bem combinar em privado um sinal secreto e silencioso. Um toque leve no ombro ou entregar-lhe uma bola anti-stress lembra-a de baixar a mão sem a envergonhar.
Os reparos de familiares quando uma criança chucha no dedo ou rói as unhas podem causar frustração. O seu filho está apenas a aliviar tensão acumulada, e a sua tranquilidade ajuda muito mais do que qualquer repreensão.
Quando a criança rói as unhas sobretudo por medo de errar, evita tarefas novas ou mostra insegurança na escola, este guia oferece estratégias práticas:
Porque é que o verniz amargo imposto, as luvas e os ralhos não resultam
As recomendações pediátricas alertam que castigar, fazer troça ou aplicar substâncias picantes ou amargas como punição aumenta a ansiedade da criança. Como chuchar no dedo e roer as unhas servem precisamente para aliviar o stress, o ralhar constante acaba por fixar ainda mais o comportamento.
| O que evitar (Reações que aumentam a tensão) | O que fazer em alternativa (Passos que acalmam) |
|---|---|
| Pôr picante, vinagre ou impor verniz amargo nos dedos como castigo | Manter as unhas curtas e limadas; usar um penso colorido apenas se a criança mais velha o pedir |
| Envergonhar com frases como «Ainda pareces um bebé pequenino» | Ignorar o gesto no momento e valorizar os períodos em que as mãos estão calmas e ocupadas |
| Repetir o dia inteiro «Tira já as mãos da boca!» | Entregar sem ralhar plasticina, um puzzle ou uma bola macia para apertar |
| Esconder a chupeta às escondidas e devolvê-la após um choro longo | Reduzir primeiro o uso diurno e acompanhar o adormecer com histórias e colo consistente |
| Exigir que deixe o hábito em plena mudança de casa ou entrada na escola | Esperar por uma semana calma e reservar tempo diário de atenção individual |
Dentes, palato e pele dos dedos: quando procurar o médico dentista ou o pediatra?
O impacto da chupeta ou do polegar na boca depende da duração e da força da sucção. Uma sucção intensa que se prolonga além dos 3 a 4 anos pode estreitar o céu da boca ou causar uma mordida aberta (quando os dentes de trás fecham mas fica um espaço visível entre os dentes da frente superiores e inferiores).
| Situações que podem ser acompanhadas com calma em casa | Quando marcar consulta no médico dentista, odontopediatra ou pediatra |
|---|---|
| Sucção ligeira apenas para adormecer antes dos 3–4 anos | Sucção forte do polegar ou da chupeta de dia e de noite depois dos 4 anos |
| Hábito que diminui gradualmente antes dos 5–6 anos com fecho dentário normal | Manutenção do hábito aos 5–6 anos quando nascem os incisivos definitivos ou dentes da frente que não se tocam |
| Roer as unhas ocasionalmente por tédio com pele saudável à volta da unha | Vermelhidão, inchaço, dor, sangramento ou pus à volta da unha (paroníquia / panarício) |
| Gesto que pára facilmente quando as mãos estão ocupadas a brincar | Hábito acompanhado de arrancar cabelos, alterações na fala ou ansiedade intensa |
Nas consultas de saúde infantil no centro de saúde e através do programa Cheque-Dentista do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), o médico de família e o médico dentista acompanham a dentição e a oclusão. Se o uso da chupeta ou do polegar persistir após os 3–4 anos, a odontopediatria ajuda a proteger os dentes definitivos.
Perguntas Frequentes
Se a chupeta desaparecer de um dia para o outro sem preparação, a criança pode substituí-la pelo polegar, que é mais difícil de deixar. Limite primeiro a chupeta à cama e adicione histórias, mimo e um peluche antes de a retirar totalmente.
Chuchar suavemente apenas nos minutos antes de adormecer exerce menos pressão no palato do que a sucção forte durante todo o dia. Ofereça um boneco macio para segurar durante a história e retire o dedo com cuidado quando já estiver a dormir.
Aplicar vernizes amargos como castigo ou ralhar constantemente aumenta a tensão que leva a criança a roer as unhas. Manter as unhas curtas e limadas e ocupar as mãos com plasticina ou uma bola macia dá resultados muito mais duradouros.
Quando o hábito termina antes da erupção dos incisivos definitivos por volta dos 5 ou 6 anos, os ligeiros desvios nos dentes de leite costumam melhorar com o crescimento. Após os 4 anos, vale a pena avaliar a oclusão num médico dentista ou odontopediatra.
Entre os 6 e os 9 anos, roer as unhas surge muitas vezes de forma inconsciente durante os trabalhos de casa, momentos de tédio ou receio de errar. Combinem um sinal secreto e discreto em vez de o chamar à atenção em público.
Evite iniciar o desmame da chupeta em semanas de grandes mudanças como a adaptação à creche ou jardim de infância, o nascimento de um irmão ou uma mudança de casa. Aguarde que a rotina diária volte a estar estável e segura.
Referências e Leitura Adicional
Baseado em 3 fontesOs nossos princípios editoriais
Nota do Especialista
Este guia oferece orientações educativas e de prevenção de saúde oral no dia a dia; não substitui a avaliação do médico dentista, odontopediatra ou pediatra em caso de alterações na mordida ou infeção periungueal.

Neşe ARSLAN
Desenvolvimento Infantil
Informação geral: Este conteúdo apresenta informação geral baseada em fontes especializadas. Cada criança, cada família e cada situação são diferentes, pelo que o que aqui se descreve pode variar de pessoa para pessoa. Antes de tomar decisões sobre o seu filho, fale com o seu médico ou com um profissional qualificado.
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