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Como escolher uma ama ou babysitter: perguntas, adaptação e registo (0-6 anos)
Como escolher uma ama ou babysitter para uma criança dos 0 aos 6 anos: perguntas na entrevista, visita consigo em casa, adaptação gradual, o que deixar por escrito e o registo na Segurança Social.


Publicado: 04/11/2026 · Revisão por um especialista: 06/11/2026
Em resumo
- Antes de procurar, escreva horário, tarefas e um plano B para os dias de doença.
- Faça a entrevista presencial, verifique referências e convide a candidata preferida enquanto está em casa.
- Faça uma adaptação gradual, com uma despedida curta e sempre igual.
- Deixe por escrito contactos, alergias, rotinas e a regra «nenhum medicamento sem indicação».
Informação geral: Informação geral que pode variar de criança para criança. Antes de decidir, fale com o seu médico ou com um profissional.
Vai começar uma nova ama ou babysitter na segunda-feira e não sabe por onde começar?
Escreva o que precisa, faça entrevistas presenciais e telefone às referências, e deixe a candidata preferida passar tempo com o seu filho enquanto está em casa. Faça uma adaptação gradual, deixe por escrito contactos, alergias e a regra dos medicamentos, e comunique a contratação à Segurança Social.
O que precisa, afinal, da ama?
Antes de procurar, escreva três coisas: horário, tarefas e criança. Só cuidar da criança, ou também refeições e lida da casa? A Academia Americana de Pediatria (AAP) aconselha a deixar as expectativas claras desde o início, por exemplo se a limpeza faz parte do trabalho.
A idade muda a lista. Um bebé de 8 meses precisa de alguém que mantenha com calma o ritmo das sestas e refeições; uma criança de 4 anos precisa de brincadeira, parque e regras estáveis.
Pense desde já noutra pergunta: «Quem fica com a criança se a ama adoecer ou for de férias?» A AAP recomenda ter este plano B desde o primeiro dia. Uma boa ama em casa ajuda à conciliação entre trabalho e família, mas sem alternativa o primeiro dia de doença volta a cair sobre si.
Que perguntas fazer à ama na entrevista e a que respostas estar atento?
Faça a entrevista presencialmente, de preferência com o seu filho na sala. A AAP aconselha entrevistar as candidatas com atenção e verificar cuidadosamente as referências. Telefone pelo menos a uma família anterior.
| Pergunta | Porque perguntar | Uma boa resposta |
|---|---|---|
| «Com que idades já trabalhou?» | Um bebé e uma criança de 5 anos são trabalhos muito diferentes | Um exemplo concreto na idade do seu filho |
| «O que faz quando um bebé chora muito tempo e não acalma?» | Perceber como lida com a tensão | Mantém a calma, descreve os passos e telefona-lhe se for preciso |
| «O que faz se a criança não cumprir uma regra?» | Confirmar que a forma de educar coincide | Sem gritos, ameaças ou palmadas; fala consigo |
| «Tem formação em primeiros socorros?» | Numa urgência cada minuto conta | Formação recente, ou disponível para a fazer já |
| «Como me avisa se ficar doente?» | O seu plano B depende disso | O mais cedo possível, por telefone |
Repare na forma como responde, não só no que diz. Uma candidata que foge às perguntas, ignora o seu filho ou desvaloriza as suas regras não deve ser a primeira escolha, mesmo com boas referências.
Adaptação à ama: como habituar o seu filho?
A AAP sugere convidar a candidata que mais gostou para uma visita enquanto está em casa: esse primeiro encontro mostra se ela se ajusta à sua família. A Direção-Geral da Saúde (DGS) lembra no Boletim de Saúde Infantil que vale a pena dar a conhecer a quem fica com o bebé as características do seu temperamento.
Quando a mãe retomar a actividade profissional, organizem o dia-a-dia da família, e se o bebé tiver que ficar com outra pessoa, dêem-lhe a conhecer as características do seu temperamento.
Passos da adaptação à ama
-
Conhecerem-se consigo presente
A ama brinca com a criança e o pai ou a mãe ficam na sala ou perto. Observe se a criança se aproxima dela.
-
Uma separação curta
Saia por pouco tempo e, ao voltar, conversem juntos sobre como correu.
-
Alargar o tempo
Ausente-se um pouco mais cada dia; deixe a ama tratar de uma sesta e de uma refeição.
-
Despedida curta e sempre igual
Sem a prolongar e sem sair às escondidas. As mesmas palavras todos os dias.
-
Resumo do dia
Ao fim do dia peça um resumo curto: refeições, sono e brincadeiras.
A frase da despedida pode ser simples: «Vou trabalhar e volto quando acordares da sesta.» Se o seu filho está na fase dos 1 aos 3 anos, chorar à porta não quer dizer que rejeite a ama; a ansiedade de separação na criança é frequente nesta idade.

O que deixar por escrito à ama?
Prepare uma folha que funcione mesmo com o telemóvel desligado e afixe-a no frigorífico:
- Os seus contactos, um vizinho ou familiar de confiança e o médico de família ou pediatra do centro de saúde.
- Alergias e necessidades especiais, data de nascimento e peso aproximado da criança, caso os profissionais de saúde perguntem.
- Horários de refeições, banho e sono: como adormece, o objeto preferido.
- A regra dos medicamentos: nem medicamentos nem alimentos sem indicação sua, como pede a lista de verificação da AAP.

Como se constrói a confiança com a ama e como se mantém?
Combinem regras comuns: limites, ecrãs, saídas, visitas. Para a AAP, quem cuida da criança em casa deve estar disposto a contar o dia e as atividades. À noite chega uma pergunta simples: «O que fizeram hoje, como correram a sesta e o almoço?»
Nunca se sabe tudo o que acontece na sua ausência. Por isso a AAP considera boa ideia que um familiar ou amigo passe de vez em quando sem avisar. Diga-o logo na entrevista e passa a ser hábito, não desconfiança.
Ama ou empregada doméstica: o que comunicar à Segurança Social?
Se contratar diretamente alguém para cuidar do seu filho em casa como trabalhador do serviço doméstico, o portal gov.pt é claro: a pessoa para quem o trabalhador trabalha, a entidade empregadora, tem de comunicar à Segurança Social que o vai contratar. O registo faz-se na Segurança Social Direta.
O mesmo serviço indica que não é possível inscrever certos familiares próximos como trabalhadores ao seu serviço. Contribuições e valores mudam; confirme-os no gov.pt antes de começar.
Quando falar com o médico de família ou pediatra sobre mudanças depois da ama?
Chorar à despedida, querer mais colo ao fim do dia ou dormir pior algumas noites é frequente no início. Merece atenção uma mudança que não passa ao fim de semanas, ou um sinal novo sem explicação.
| Atenção — fale com o médico | Normal |
|---|---|
| Semanas depois, medo intenso e retraimento quando a ama chega | Chora à despedida, depois acalma e brinca |
| Fecha-se ou volta a hábitos que já tinha deixado | Quer mais colo ao fim do dia |
| Uma lesão que ninguém explica, ou uma explicação que não bate certo | A ama conta-lhe ela própria um pequeno arranhão |
Para a AAP, qualquer mudança de comportamento súbita e persistente merece atenção; se algo não lhe parecer bem, contacte o médico de família ou o pediatra do centro de saúde. As crianças pequenas nem sempre têm palavras para contar o que aconteceu, por isso a sua observação conta.
A DGS recomenda, no Boletim de Saúde Infantil, que quando o bebé tiver de ficar com outra pessoa lhe deem a conhecer as características do seu temperamento. A AAP acrescenta que quem cuida da criança deve ter formação em primeiros socorros e nunca dar medicamentos sem indicação dos pais.
Perguntas Frequentes
Depende do horário, da idade da criança e do orçamento: a ama dá atenção individual em casa, a creche um grupo e uma estrutura organizada. Em ambos os casos ajudam uma adaptação gradual e um plano para os dias de doença.
Se a contratar diretamente como trabalhadora do serviço doméstico, sim: segundo o gov.pt, a entidade empregadora tem de comunicar à Segurança Social que vai contratar a trabalhadora. O registo faz-se na Segurança Social Direta.
Não há uma duração fixa: algumas crianças habituam-se em dias, outras em semanas. Ajudam o tempo juntos enquanto ainda está em casa e uma despedida curta e sempre igual.
A desconfiança perante adultos menos conhecidos é frequente nesta idade. Se acalma e brinca pouco depois da despedida, é bom sinal; medo intenso e persistente ou uma lesão sem explicação justificam falar com o médico.
Peça todas as noites um resumo do dia, observe a relação com a criança e combine que um familiar passa de vez em quando sem avisar. Falar das regras desde o início evita mal-entendidos.
Referências e Leitura Adicional
Baseado em 6 fontesOs nossos princípios editoriais
- gov.pt — Registar trabalhador do serviço doméstico (Instituto da Segurança Social)
- Direção-Geral da Saúde — Boletim de Saúde Infantil e Juvenil
- American Academy of Pediatrics (HealthyChildren.org) — Finding a Sitter: Tips for Parents
- American Academy of Pediatrics (HealthyChildren.org) — Making Child Care Choices Count for Your Family
- American Academy of Pediatrics (HealthyChildren.org) — Babysitting Reminders: Checklist for Parents & Sitters
- American Academy of Pediatrics (HealthyChildren.org) — Child Abuse and Neglect: AAP Policy Explained
Nota do Especialista
Este artigo dá informação geral; cada criança e cada família são diferentes. Para dúvidas de saúde ou comportamento fale com o médico de família ou pediatra; para o contrato e contribuições, consulte a Segurança Social.

Yonca Büyük AYDİNÇ
Professora de Educação Infantil e Especialista em Desenvolvimento Infantil
Informação geral: Este conteúdo apresenta informação geral baseada em fontes especializadas. Cada criança, cada família e cada situação são diferentes, pelo que o que aqui se descreve pode variar de pessoa para pessoa. Antes de tomar decisões sobre o seu filho, fale com o seu médico ou com um profissional qualificado.
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