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Ouvir é o melhor começo
Como desenvolver a empatia nas crianças dos 3 aos 18 anos
A empatia não nasce feita: cresce passo a passo, desde os 3 anos até à adolescência. O que ajuda em casa, o que muda com a idade e quando procurar o médico.
Informação geral: Informação geral que pode variar de criança para criança. Antes de decidir, fale com o seu médico ou com um profissional.
Em resumo
- A empatia aprende-se: costuma surgir por volta dos 3 ou 4 anos e continua a amadurecer na adolescência.
- A criança aprende-a sobretudo quando as suas próprias emoções são compreendidas e vê os adultos tratarem os outros com gentileza.
- Dar nome às emoções, perguntar «Como te sentirias no lugar dele?» e falar das personagens dos livros são três hábitos que resultam.
- Nos mais pequenos, não querer partilhar é normal; uma conversa calma para reparar funciona melhor do que o castigo.
Equipa editorial LumiyaBaseado em 3 fontesOs nossos princípios editoriais
O seu filho continua a brincar enquanto um amigo chora depois de cair? Quase nunca é frieza: a empatia não nasce feita, surge por volta dos 3 ou 4 anos e amadurece até à adolescência. O que mais ajuda é dar nome às emoções dele, fazer-lhe perguntas e ser, todos os dias, um exemplo de gentileza.
Quando e como se desenvolve a empatia?
A criança pequena vê o mundo primeiro com os seus próprios olhos. Se gosta de uma coisa, acha que todos gostam. Perceber que o outro pode sentir de maneira diferente leva tempo.
A criança aprende empatia sobretudo a observar: a forma como os adultos reagem às emoções, incluindo às dela, torna-se o seu modelo. Compreender o ponto de vista do outro exige linguagem, imaginação e controlo dos impulsos, e amadurece ao longo da escola e da adolescência.
As crianças são sensíveis aos sentimentos íntimos dos adultos.
A empatia por idades
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«Ela também está triste?»
Começa a reparar nas emoções dos outros, mas os seus desejos ainda vêm primeiro. Partilhar custa; esperar a vez aprende-se.
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Justiça e amizade
Tenta pôr-se no lugar de um amigo. O sentido de justiça é forte; os jogos com regras treinam a empatia.
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Grupo e pertença
O grupo de amigos pesa mais. Reparar num colega posto de parte e apoiá-lo passa a ser uma competência-chave.
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Um olhar mais profundo
Compreende melhor opiniões diferentes, mas as emoções são intensas. A empatia online também se aprende.
Como promover a empatia em casa?
A Sociedade Portuguesa de Pediatria lembra que, a brincar, as crianças aprendem a gestão de conflitos e a negociação com os outros. A empatia cresce com pequenos momentos repetidos todos os dias.
5 passos para cada dia
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Dar nome à emoção
«Ficaste muito zangado quando a torre caiu.» Uma criança compreendida compreende melhor os outros.
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Fazer uma pergunta
«Como te sentirias no lugar dele?» Ouça a resposta em vez de a corrigir.
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Falar das histórias
Ao lerem juntos, pergunte como se sente uma personagem e porquê.
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Dar o exemplo
Agradecer na mercearia, ajudar um vizinho: o seu filho observa e imita.
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Reparar na gentileza
«Dar a bola à tua irmã deixou-a contente.» O que é notado repete-se.

3-6 anos: dar nome às emoções
Nesta idade a criança aprende as palavras das emoções. Fazer caretas ao espelho ou adivinhar o que sentem as pessoas numa imagem transforma isto num jogo.
6-12 anos: pôr-se no lugar de um amigo
As zangas entre amigos são a melhor escola de empatia. Quando o seu filho contar um conflito, não dê logo o veredicto e pergunte: «Porque achas que ele fez isso?»
12-18 anos: ouvir sem julgar
O adolescente quer ser compreendido, não receber sermões. A SPP aconselha a fazer uma pergunta, estar disponível para ouvir e apoiar e validar os sentimentos. Sentir-se ouvido ensina a ouvir os outros.
O que fazer se o seu filho magoar alguém?
A falta de empatia às vezes aparece como um empurrão ou uma troça. A forma como reage nesse momento conta muito para o que o seu filho aprende.
| Evite | Em vez disso |
|---|---|
| Dizer «Como podes ser tão mau!» | Perguntar «O teu amigo está a chorar. Como achas que ele se sente?» |
| Obrigar a pedir desculpa à frente de todos | Falar com calma, a sós, e procurar juntos uma forma de reparar |
| Desvalorizar com «são coisas de crianças» | Dar nome ao comportamento e explicar em poucas palavras porque magoa |
| Fazer um longo sermão | Uma frase e um gesto concreto: «Queres fazer-lhe um desenho?» |
Ver o seu filho magoar alguém pode envergonhar e doer. Não faz de si um mau pai ou uma má mãe. Respire primeiro; um adulto calmo é o melhor exemplo de como lidar com emoções fortes.
Para situações parecidas, veja a secção empatia e respeito e, para conselhos por idade, as páginas 3-6 anos e 12-18 anos.
Quando procurar o médico
Não querer partilhar, parecer egoísta às vezes e discutir com os amigos fazem parte do desenvolvimento normal. Esta tabela ajuda a separar o habitual do que merece uma consulta.
| Procure o médico se | Normal |
|---|---|
| Uma criança em idade escolar magoa os outros de propósito e repetidamente | Entre os 3 e os 5 anos, não querer partilhar os brinquedos |
| Crueldade com animais ou outros seres vivos | Ficar amuado algum tempo depois de uma zanga |
| Parece nunca perceber as emoções dos outros nem arrepender-se | Às vezes não reparar na tristeza de um amigo |
| Nenhum amigo, exclusão constante ou isolamento marcado | Na adolescência, afastar-se da família e aproximar-se dos amigos |
Se algum destes sinais durar semanas, fale com o médico de família ou o pediatra do centro de saúde, ou com o psicólogo escolar. Se for preciso, será encaminhado para a saúde mental da infância e adolescência.
A Direção-Geral da Saúde sublinha que cuidadores e educadores devem promover competências socioemocionais assentes na igualdade, na empatia e no respeito pela diversidade. Perante um perigo imediato para o seu filho ou para outra pessoa, ligue 112.
Informação geral: Este conteúdo apresenta informação geral baseada em fontes especializadas. Cada criança, cada família e cada situação são diferentes, pelo que o que aqui se descreve pode variar de pessoa para pessoa. Antes de tomar decisões sobre o seu filho, fale com o seu médico ou com um profissional qualificado.
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Nota editorial
Este artigo oferece informação geral; cada criança e cada família são diferentes. Para avaliar o caso do seu filho, fale com o médico de família ou o pediatra do centro de saúde, ou com o psicólogo escolar.



